ALMOÇO FORA DE CASA CRESCE E SUPERA O DELIVERY

Com rotina híbrida, almoço fora de casa volta a crescer e supera expansão do delivery

Número de consumidores que pedem comida por delivery mais de três vezes por mês quase dobrou nos últimos anos

Mercado & Consumo 16 de fevereiro de 2026

Com a consolidação do trabalho híbrido, o consumo presencial de refeições em São Paulo cresceu 32,75% em 2025, superando o avanço do delivery no mesmo período, que foi de 27,94%. O consumo no restaurante voltou a ganhar força como espaço de socialização, conveniência e uso do vale-refeição.
Segundo um estudo da Pluxee, o canal de delivery, que atingiu o auge em 2021 com 16,66% de participação, se estabilizou e registrou 7,73% em 2025. Ainda assim, o número de consumidores que pedem comida por delivery mais de três vezes por mês em São Paulo quase dobrou nos últimos anos, saltando de 24% para 45% entre 2020 e 2025.
“O que vemos é um consumidor paulistano mais flexível e consciente, que aprendeu a integrar o digital ao físico de forma complementar. O delivery segue consolidado, mas o consumo presencial cresceu cerca de 32,75% em 2025, superando o avanço do delivery (27,94%), retomando seu protagonismo e reforçando o papel social e econômico dos restaurantes na rotina do trabalhador”, ressalta Antonio Alberto Aguiar, diretor de Estabelecimentos da Pluxee.
A expansão do serviço de entrega também mudou o perfil dos estabelecimentos. Em 2019, menos de 1% dos negócios oferecia delivery; atualmente, 18% já contam com o canal. O avanço foi mais expressivo nos bairros residenciais, cuja participação subiu de 40,5% para 47,2%, movimento associado à consolidação do home office e do modelo híbrido.
Vale-refeição
Outra pesquisa da Pluxee, de junho de 2024, indicou que quem recebe vale-refeição tende a almoçar fora com maior frequência, especialmente durante o expediente. No levantamento, 34% dos beneficiários faziam refeições fora de casa no horário de trabalho; entre os não beneficiários, o percentual era de 22%.
O estudo também apontou que três em cada quatro beneficiários afirmam que o valor não cobre o mês inteiro. Para complementar os gastos, 49% recorrem ao cartão de crédito, 44% ao débito e 32% levam marmita de casa, com um gasto adicional médio de R$ 307,10 por mês. E 9% dos entrevistados já deixaram de almoçar por falta de recursos.
Um estudo mais recente, realizado em setembro de 2025, mostrou que entre trabalhadores presenciais ou híbridos, 37% levam comida de casa e 28% preferem almoçar em restaurantes de bairros comerciais. Já entre quem trabalha em casa, 56% cozinham e apenas 14% recorrem frequentemente ao delivery. Ainda assim, 19% dos trabalhadores comem fora todos os dias no trabalho, contra 12% quando estão em casa.

Imagem: Envato 

Sobre Sindal

Entidade sindical patronal da indústria do Estado de São Paulo, oficializada pelo MTE em 25 de janeiro de 1999, o SINDAL congrega, defende e representa os interesses das empresas que se dedicam à atividade econômica de projetar, fabricar, montar, suprir e dar manutenção em equipamentos e produtos para cozinhas profissionais e para a infraestrutura física de produção de alimentos servidos pelo setor do foodservice em geral.

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