O texto de hoje começa com um valor: R$ 300 mil. Esse foi o montante oferecido pela 99Food para garantir que um restaurante não entrasse na plataforma de dois concorrentes menores, a Keeta e o Rappi.
Quem são as envolvidas?
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A 99Food pertence ao grupo chinês DiDi. Ela voltou ao Brasil no ano passado, depois de deixar o mercado em 2023.
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A Keeta, outra chinesa, é o braço internacional da gigante Meituan. Começou a operar no Brasil em 2025 e prevê aportes de R$ 5,6 bi.
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A colombiana Rappi entrou no país em 2017 e faz entregas de restaurantes, farmácias e supermercados.
Contratos assim não são novidade. Em agosto de 2025, a Keeta pediu à Justiça que banisse acordos de “semiexclusividade” oferecidos pela 99Food aos restaurantes parceiros.
Uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo derrubou a cláusula, mas depois ela foi revertida em segunda instância.
As duas chinesas disputam um objetivo em comum: abocanhar uma fatia do mercado de delivery, dominado pelo iFood. Estima-se que a companhia detenha cerca de 80% do setor.
Contratos firmados pela brasileira também foram alvo de investigação. O iFood possui algumas restrições definidas em um acordo com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), responsável por manter a competitividade no Brasil.
Sindal Sindicato da indústria de equipamentos, produtos e serviços para cozinhas profissionais do Estado de SP