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BOCUSE d’Or no SIRHA SP 2018 – ETAPA SELETIVA PARA LYON 2019

A ETAPA DEFINIU A EQUIPE DE TALENTOS BRASILEIROS

QUE VAI DISPUTAR A COPA MAYA NO MÉXICO RUMO A LYON 2019

O ex-aluno de Gastronomia da Anhembi Morumbi (Universidades Laureate), Luiz Felipe Souza, apos três anos de disputa, venceu a etapa Nacional do Bocuse D’Or 2018, que aconteceu em março em São Paulo, durante o Sirha 2018. Na competição, ele foi auxiliado pelo também egresso Vinícius Pires Alves, que o ajudou a conquistar o primeiro lugar na categoria Geral. Luiz Filipe de Azevedo e Souza sera  o representante do Brasil na fase continental do concurso, em abril no México. Pela vitória, ele faturou o equivalente a R$ 7 mil em barras de ouro. Já Ricardo Dornelles (Porto Alegre – RS), que levou o segundo lugar, recebeu R$ 3 mil e, para Danilo Nakamura, terceiro colocado, o prêmio foi de R$ 2 mil, todos em barras de ouro.

clique na imagem e assista ao video da final do Bocuse d’Or Brasil 2018

Na edição do Sirha Lyon, em 2017, o concurso completou 30 anos.

Criado em 1987 por Paul Bocuse, o Bocuse d’Or reúne a cada dois anos, em Lyon, França, 24 promissores jovens chefs dos cinco continentes. Os finalistas são determinados após dezoito meses de etapas seletivas, em 63 países. Mais que uma mera competição, o Bocuse d’Or é um verdadeiro show de talentos da gastronomia.

Considerado inovador desde sua criação, foi o primeiro concurso em que os candidatos preparavam o prato ao vivo, em frente à plateia e aos jurados.

Cozinheiros do Brasil comemoraram a vinda do SIRHA para o Brasil, já que a feira é a responsável pela realização da maior competição de profissionais de gastronomia e confeitaria do mundo. A terceira edição aconteceu em São Paulo, nos dias 14 ‘a 16 de março de 2018, no São Paulo Expo, hoje o pavilhão mais moderno do Brasil para feiras e exposições e eventos.

O lendário chef Paul Bocuse (falecido aos 91 anos em janeiro 2018), foi o criador do maior concurso de gastronomia do mundo: o Bocuse d’Or, conhecido como a Olimpíada da Gastronomia, sempre realizado dentro da feira de negócios Sirha, organizada pela francesa GLevents, que tem sede em Lyon, França.

Um dos mais relevantes cozinheiros da França é um dos criadores da “nouvelle cuisine“, movimento que revolucionou a gastronomia pregando leveza aos pratos. É o único chef a deter três estrelas Michelin, a tradicional publicação que elege os melhores restaurantes e hotéis do mundo, por 50 anos ininterruptos. Paul é referência em excelência e todo esse reconhecimento lhe rendeu o título de melhor chef do século 20.

Até 2016, nenhum país das Américas tinha chegado ‘a qualquer colocação do pódio, sempre dominado por europeus (dois países asiáticos já ficaram em segundo e terceiro lugar). A França é a recordista do topo do pódio, sete vezes campeã, seguida da Noruega, pentacampeã. Em 2017, os EUA ganharam o troféu ouro.

BRASIL EM 10º LUGAR EM 1997 na 6.º EDIÇÃO DO BOCUSE d’Or

(Foto do Correio Gourmand/Virgínia Brandão) – Com Paulo Bocuse ao centro, a foto inclui duas delegações: Brasil e México, ambas patrocinadas pela Nestlé. `a direita (Brasil), o chef Naim, o chef Luis Incao (presidente do Júri do Brasil), Emmanuel Bassoleil, Laurent Suaudeau, chef Christopher Besse, chef Marcelo Fernandez, chef Jorge Monti, chef Alex Atala, chef Renata Braune (da Nestle), chef Gentil Mendonça, entre outros, e Bruno Stierli era o diretor do foodservice da Nestlé e foi o grande responsável por todo esse movimento que aconteceu naquela época. Não fosse a sua grande visão nada teria acontecido.

O Brasil, que já foi à final, em Lyon, nove vezes, teve como melhor colocação a 10ª posição, em 1997. O Brasil conseguiu em 28/01/97, um honroso décimo lugar no 6º Bocuse d’Or. Representou o país o chef Antônio Francisco “Naim” dos Santos e seu ajudante, Rodrigo Martins. Luis Walter Incao, chefe da cozinha do Copacabana Palace, foi o representante brasileiro do júri e o chef Jorge Monti de Valsassina (ex presidente da ABAGA) foi o Diretor Técnico – Seleção Cozinha Brasileira.

(Imagem cedida pelo Correio Gourmand / Virgínia Brandão). Foto do Naim tirada pela Revista Gula, na sua edição de dezembro de 1999, que teve uma capa dupla com 7 chefs (Emanuel, Claude, Silvana Bianchi, Luigi Tartari, Fabrice Lenud, Celso Freire e Naim) quando juntos realizaram o que a revista chamou de “Banquete do Milênio”, realizado pelos sete chefs, cada um fazendo um prato. Isso aconteceu no restaurante Cantaloup, em São Paulo, onde Naim era chef e, portanto, o anfitrião de todos os demais chefs. Notem que ele usa a dólmã do Bocuse d’Or.

A performance de Naim foi exemplar, mantendo admirável concentração e frieza durante as cinco horas e meia de tempo concedido para a tarefa. “A pressão é muito grande, e qualquer pequeno erro poderia ser fatal”, conta Naim.  Foi emocionante presenciar um brasileiro de origem humilde e que começou a carreira como faxineiro de cozinha enfrentar de igual para igual europeus formados em escolas de alto nível e com acesso a informação de ponta.

A equipe brasileira em Lyon 2017:

Ao centro Giovanna Grossi (15.º lugar), com o chef Laurent Suaudeau, presidente do Bocuse d’Or Brasil

Em fevereiro de 2016, a alagoana Giovanna Grossi, 24 anos, que já trabalhou em restaurantes estrelados na Europa, como o Quique Da Costa, venceu a etapa final latino-americana do concurso na Cidade do México tornando-se a primeira mulher a vencer o Bocuse D’Or pelo Brasil, classificando-se para a final na França, em Lyon 2017.  Em outubro de 2015, Giovanna venceu a etapa brasileira no Sirha RJ e ganhou a chance de disputar a latino-americana no México. O prêmio foi de 8.000 euros. Jessika Toni, uruguaia, ficou em segundo lugar, e Marcos Saenz Gonzalez, guatemalteco em terceiro. Os três foram para a final em Lyon, na França, em janeiro de 2017, quando 24 países disputaram o pódio no ano em que o campeonato completou 30 anos.

Leia mais sobre o Bocuse d’Or em

Encontro Marcado com a Alta Gastronomia

Para Vânia Tavares, diretora geral da Fagga GLevents Exhibitions, a experiência da equipe é decisiva para o sucesso do Salão Internacional SIRHA SP. “Cada evento é tratado individualmente, com uma equipe binacional dedicada e focada em assegurar os mínimos detalhes”. No principal polo da gastronomia brasileira, o evento vem com a expertise internacional para valorizar o segmento de restauração e hospitalidade com o mais prestigiado concurso no mundo: as seletivas nacionais do Bocuse d’Or.

Para a Diretora Geral do Sirha, Luana Cloper, a mostra é um evento totalmente business to business. O conteúdo oferecido traz simultaneamente inovação tecnológica, concursos, aulas e degustações. É isso que torna o Sirha uma feira única

O Sirha está desenvolvendo projetos e parcerias com câmaras de comércio de países como França, Espanha e Chile para trazer maior oferta de produtos desses países. Nesta próxima edição a feira também contará com rodadas de negócios, oportunidade para realizar contatos com quem decide, facilitando a concretização de negócios.

Quem é quem no Sirha São Paulo 2018

O júri responsável pela escolha contou com o chef Daniel Boulud como presidente de honra e Helena Rizzo (chef do restaurante Maní) como presidente. Os outros jurados foram Felipe Bronze, Thierry Buffeteau, Gabriel Matteuzzi, Emmanuel Bassoleil, Rodrigo Martins, Oscar Bosch, Ana Luiza Trajano, José Barattino, Bruno Rappel e Dayse Paparoto.

Claude Troisgros (Presidente da Feira), Laurent Suaudeau (Chef Conselheiro do Comitê Bocuse d’Or) e Daniel Boulud (Presidente de Honra do Juri)

Chef Giovanna Grossi (Presidente do Bocuse d’Or 2018), Chef Rafael Barros (Presidente do Coupe du Monde de la Pâtisserie) e Chef Gelatier Frederico Samora (Presidente do Talentos do Gelato)

Chef Guga Rocha (Mestre de Cerimônia do Sirha SP), Chef Helena Rizzo (Presidente do Juri do Bocuse d`Or) e Chef Ângelo Sabatino Perrella (Presid do Juri do Talentos do Gelato)

Toda a preparação dos candidatos foi comandada por Giovanna Grossi, presidente do comitê brasileiro do Bocuse d’Or e vencedora do concurso em outras edições no Brasil e no México. Para ajudá-la na tarefa, a alagoana convidou grandes nomes da cozinha, como Laurent Suaudeau, como Chef Conselheiro do Comitê Bocuse d’Or, Victor Vasconcellos – como vice-presidente do comitê –, além de Andrews Valentim, Bel Coelho, Onildo Rocha, Geovane Carneiro, Guga Rocha, Thomas Troisgros e Ivan Ralston.

Veja aqui os chefs renomados que você poderá encontrar no Sirha 2018

Encerramento do Bocuse D’Or 2017, nos seus 30 anos, com a equipe norte americana saindo vencedora.

#sindal                @sindal.cozinhas                @sindal.equiptos

Sobre Sindal

Entidade sindical patronal da indústria do Estado de São Paulo, oficializada pelo MTE em 25 de janeiro de 1999, o SINDAL congrega, defende e representa os interesses das empresas que se dedicam à atividade econômica de projetar, fabricar, montar, suprir e dar manutenção em equipamentos e produtos para cozinhas profissionais e para a infraestrutura física de produção de alimentos servidos pelo setor do foodservice em geral.

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6 Comentários

  1. Quais são os concorrentes?

  2. Esse site é muito bom mesmo de muita qualidade. Abraço e sucesso

    • Origado pelo incentivo amigos. Estamos revivendo um importante renascimento da cultura francesa no Brasil. A Gastronomia e’ um dos principais pilares da aproximação dos nossos povos. Curtam a nossa pagina nas fanpage e instagram e nos acompanhem neste movimento franco-brasileiro.

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