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Histórico

 

Em outubro de 1997, um grupo de empresários, fabricantes do setor, juntamente com profissionais da área de nutrição, em posição de diretoria e gerência de empresas de grande porte do setor de catering, consultores e projetistas especializados, juntou-se em excursão à Europa, para visitar fábricas de equipamentos na Itália, França, Alemanha e Suíça, Espanha, e visitar a feira de Colônia. Prosperaram assuntos de interesses gerais do setor, troca de experiências, discussão de problemas comuns, análise da conjuntura econômica, os rumos da produção, das importações de equipamentos desde os mais sofisticados aos utensílios e produtos que concorriam com a produção nacional, as possíveis variações da política cambial e o impacto que trariam aos fabricantes de equipamentos, produtos e serviços de cozinhas industriais e profissionais.

Foram feitos contatos com líderes empresariais e dirigentes de entidades representativas da indústria européia, despertando o nosso interesse na criação de uma entidade que congregasse, defendesse e representasse os interesses dos empresários que se dedicam à atividade econômica de projetar, fabricar, montar, suprir e dar manutenção em equipamentos e produtos para cozinhas industriais e profissionais, importadores, exportadores; distribuidores e representantes comerciais, empresas instaladoras d de assistência técnica destes equipamentos, destinados a compor unidades e sistemas de refeições de coletividade.

Constatamos a ausência, no setor, de um órgão técnico que estude, proponha a adoção de normas técnicas e padrões de qualidade para os produtos fabricados, servindo de referência para a produção, consumo, e, constituindo uma instância técnica reguladora e assessoradora nas relações entre os fornecedores de insumos, partes, peças, conjuntos, entre os produtos finais e os clientes, consumidores, a luz da nova legislação brasileira, como eles têm lá fora.

No início de 1998, em São Paulo, voltamos a nos encontrar numa feira do setor e retomamos o tema. Dada a inexperiência do grupo sobre o assunto, foi proposto que a coordenação do grupo ficasse sob a minha responsabilidade, visto já haver sido diretor de uma entidade sindical patronal e possuir conhecimentos técnicos necessários à condução desta tarefa que, confesso, todos nós tínhamos dúvidas em conseguir realizá-la.

Todos dariam o apoio necessário para criá-la. se eu assumisse a responsabilidade e me dispusesse a enfrentar o processo de constituição da entidade. Improvisamos ali mesmo a coleta das assinaturas iniciais para a convocação de uma Assembléia Geral de Constituição do Sindicato e formamos, no ato, uma comissão composta de um representante da indústria, um do setor de comércio e outro da área de serviços, (todos empresários do segmento de cozinhas industriais que ali se encontravam), para levar adiante este objetivo.

Por quê a dúvida em conseguirmos o nosso intento?
A criação de uma entidade sindical de cunho industrial, é uma tarefa legal difícil, cara e extremamente trabalhosa, politicamente complexa, exigindo persistência, tenacidade, dedicação full-time e determinação para superar todas as exigências da lei e se desvencilhar da burocracia e da oposição daqueles que possam se sentir “donos” da categoria econômica, que busca sua independência, a sua personalidade própria, a sua autonomia de gestão e que se propõe a lutar por suas atividades econômicas e interesses específicos.

Ser o agente, o sujeito, o motor, construir o seu espaço próprio, o seu foro onde os seus assuntos e as suas necessidades não fiquem à mercê de um jogo de empresas maiores, de outros ramos de atividade, que priorizam os seus interesses em detrimento do nosso setor, (que fica sempre fragilizado e não tem peso nenhum dentro daqueles sindicatos), sempre foi a aspiração dos nossos empresários

O quê somos para eles?

Qual era a nossa voz lá dentro?

Qual é o peso dos fabricantes de equipamentos e produtos de cozinhas profissionais nas decisões que lhes tocavam?

Nenhum!

Os interesses dos empregadores nas pequenas, médias e grandes empresas fabricantes de cozinhas industriais, mercê das diferenças imperantes entre elas, não suportam mais soluções iguais para todos.:- o operário de uma pequena fábrica, tem o mesmo acordo coletivo daquele que trabalha na Volks, na Mercedes!O antigo enquadramento sindical, com sua rigidez, criava situações em que as empresas mais fracas quase sempre levavam a pior. À partir da C.F. de 88, os novos sindicatos, como agora o SINDAL, não precisam respeitar o antigo enquadramento sindical, desde que se proponham, como é o nosso caso, a representar uma categoria econômica.

O direito adquirido dos antigos sindicatos criados antes da C.F. de 88, deixaram de prevalecer com a outorga, pelo Ministério do Trabalho, do nosso registro sindical em 25 de janeiro de 1.999, após um processo em que lhes foi aberto prazo para se opor e não o fizeram, vale dizer, concordaram com o surgimento da nossa categoria econômica própria..

Eis a razão de ser do SINDAL.